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Monday, May 08, 2006

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opVenda de património imobiliário do Estado

Vai ser posta à venda uma grande parte do património imobiliário pertença de diversos sectores estatais. Obviamente, muitos desses edifícios encontram-se devolutos ou sub utilizados. Mas, será esta a solução para rentabilizar riquezas que são de todos?
Sabe-se que uma gestão racional do território urbano pressupõe que a Administração disponha de edifícios e terrenos que permitam as implantações necessárias ao correcto desenvolvimento da sociedade, e esta seria uma boa oportunidade para constituir as bolsas de reserva indispensáveis à prossecução de políticas de bem comum.
Ao contrário, a venda será feita, como todos sabemos, no intuito de obter fundos, que beneficiarão da centralidade de que gozam os edifícios em causa. Esta centralidade irá reverter em proveito do comprador que, beneficiando agora da baixa dos preços proporcionada pelo número de bens postos no mercado, recolherá no futuro a valorização que deveria constituir riqueza pública.
Acresce que estes actos de venda aparecem envoltos no manto virtuoso de irem servir os fundos sociais dos respectivos organismos, o que, dada a capacidade geral de leitura da economia global, para além do espírito corporativo que nos continua interior à pele, assegurará a plena aceitação de mais este absurdo. A verdade é que poucos vêem que, mais uma vez, haverá quem ganha, e muito, à custa de todos.
As soluções para este património são várias e deveriam passar sempre pela reutilização possível do que existe, devidamente adaptado, com bom senso e sensibilidade. Veja-se o caso exemplar das instalações da PJ que, depois do malogro da chamada cidade judiciária, em Caxias, vão concretizar-se no seu antigo edifício a que se juntam os espaços da Escola de Medicina Veterinária, desocupados, e que lhe estão contíguos. Poupam-se muitos milhares de euros, é verdade. Mas, sobretudo, reserva-se uma centralidade, guarda-se uma imagem urbana e dá-se uma lição de bem gerir.

Quando tudo estiver nas mãos dos promotores, os benditos benfeitores de todos nós, o que vier atrás, que feche a porta.
8 de Maio 06 Filipe Lopes Presidente da Oprurb rurb

1 Comments:

Blogger ritagrama said...

Como é do conhecimento dos cidadãos
que acompanham a actividade cultural da cidade de Lisboa, as instalações da antiga Faculdade de Medicina Veterinária não se encontam desocupadas,sendo desde há vários anos e por protocolo estabelecido com a Direcção da mesma,sede da Associação Cultural Karnart a qual devolveu à cidade a fruição do referido espaço através de uma vivência ímpar no panorama artístico que a todos diz respeito.

6:30 PM  

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